Sala Mário Viegas, Teatro S, Luiz

Beatriz Batarda

C. , Celeste e A Primeira Virtude é um espetáculo a propósito dos trilhos que o ensino artístico abre para o rasgo da invenção, esse lugar feliz em que a alma humana liga verticalmente a Terra ao abismo celestial. Um espetáculo que pretende contribuir para debate honesto sobre a liberdade, o papel da Arte, o amor e o poder que se instala nos vários ismos – machismo, racismo, fascismo – e outras manifestações do medo.

Encenação e Dramaturgia: Beatriz Batarda
Assistência à Criação e Vídeo: Rita Quelhas
Assistência à Encenação: Mariana Lobo Vaz
Apoio à Dramaturgia: Nuno M. Cardoso
Interpretação: André Simões, Binete Undonque, Guilherme Féliz, Íris Runa, Joana Pialgata, Pedro Russo, Rita Cabaço; Cenografia: Fernando Ribeiro; Figurinos: José António Tenente
Luz: Nuno Meira
Sonoplastia: Sérgio Milhano
Direção de Produção: Rita Faustino
Produção Executiva: Mariana Dixe

Integrado na Bienal Cultura e Educação, 2023 RETROVISOR: Uma História do Futuro, Plano Nacional das Artes

INSTALAÇÃO
CORPOS CELESTES
Beatriz Batarda
Sala Bernardo Sassetti

A propósito da investigação e processo de escrita da peça para teatro C., Celeste e a Primeira Virtude, de Beatriz Batarda, nasce o projeto Corpos Celestes, uma vídeo-instalação em 5 atos, 5 ecrãs, 5 histórias narradas a partir de testemunhos de jovens artistas das áreas de Teatro, Artes Visuais e Dança, recolhidos no intervalo em que veem o rumo das suas vidas suspenso: depois da vida de estudante e antes de atingirem a visibilidade pública. São anos de pandemia. Cruzam-se ficção e realidade e, com um olhar contemporâneo, aproximamo-nos do importante debate sobre o conflito individual entre pressões exteriores e motivações íntimas.
A partir da ideia de Wilhelm Schmidt em Serenidade (2014), de que a Arte possui muitas vezes um caráter melancólico e pode oferecer consolo ou inspirar um sentimento de felicidade – esse carácter a que Hannah Arendt chama “a virtude mais elevada do ser humano” – , Beatriz Batarda, que aqui se estreia na realização de um objeto audiovisual, constrói uma narrativa onde elementos da ficção e da não-ficção se completam numa história sobre sentimentos de pertença que nos diz respeito a todos. A instalação corresponde a 5 laboratórios de criação onde se reuniram 5 grupos de trabalho, cada um deles constituído por jovens entre os 20 e os 30 anos, de diferentes origens geográficas e percursos singulares. A autora procura registar como um teatro íntimo e perigoso pode abrir o debate intelectual em contacto com os afetos, de forma a aprofundar temas trabalhosos tais como o poder esmagador da imagem, o lugar da liberdade na arte, as manifestações de segregação no mercado de trabalho, o regresso ao significado do gesto artístico e a importância da verdade no impulso criativo.

Participantes: Laura Mendonça, Francisca Neves, Guilherme Félix, Guilherme Pelote, Pedro Russo, Constança Villaverde Rosado, Irís Runa, Catarina Campos Costa, Maria Torres, André Marques, Leonor Alecrim, Maria Romana, João Raposo, Bruna Lima, Inês Proença, Mariana Lobo, Joana Pialgata, Rafael Carvalho, Filipe Lopes, Rita Vicente, André Simões, Leandro Paulin, Susana Luz, Rita Cabaço, Djucu Dabó, Joana Bernardo, João Pires, Jéssica Brandão , Gonçalo Ribeiro, Miguel Amorim, Gonçalo Braga, Mariana Cardoso, Diana Sousa Lara, Beatriz Gonçalves, Andreia Valles, Sara Marita, José Paulo Ribeiro, José Miguel Dias, Rui Silva, Mafalda Pereira, Tomás Seruca, Francisca Sarmento, Luísa Guerra

Realização: Beatriz Batarda e Rita Quelhas
Produção executiva: Sofia Bernardo
Apoio: Espaço do Tempo, Officina Mundi, Município de Avis, Teatro Oficina

Coprodução Offkey Produções Artísticas e São Luiz Teatro Municipal

São Luiz Teatro Municipal

Requer marcação prévia
Nível de Ensino
Secundário
Data
18 a 20 abril, terça a quinta, às 14h30
Preço
€5 por aluno. Gratuito para acompanhantes de grupos escolares
Local
Sala Mário Viegas
Outras Informações
Público-alvo: M/16. A classificar pela CEE