Sala Luis Miguel Cintra

Victor Hugo Pontes

A partir de uma releitura contemporânea de Romeu e Julieta, o clássico de William Shakespeare sobre o amor e os seus limites, Victor Hugo Pontes constrói uma obra onde a palavra e o movimento se fundem, na sua linguagem coreográfica tão singular. Como falar sobre um amor que se quis e acreditou infinito, mas redundou numa tragédia para os seus protagonistas? Quais as perspetivas dos outros envolvidos na trama – uma vez que este amor contaminou todos à sua volta com uma onda reativa que levou ao terrível desfecho? Já sabemos o final desta obra. Mas, saberemos contá-la desde o início? Um espetáculo sobre formas de contar uma história que já se ouviu mil vezes, e de amar e de dizer “para sempre”, ou porque é infinito, no remate de uma frase que descreve o quanto amamos e continuaremos a amar. Verbo, já agora, difícil de definir, este de “amar”. “Amor?, isso é exatamente o quê?”, perguntou uma das pessoas durante o processo de criação; enquanto que outro inquirido respondeu, “Eu sei tudo sobre o amor, a sério.” Dúvidas e certezas, e a adolescência como pano de fundo, um tempo de excessos, e madrugadas longas, nas quais se convidam o amor – mas também a morte – para entrar nos quartos dos que descobrem pela primeira vez estes turbilhões de sentimentos. Porque é Infinito é um texto escrito por Joana Craveiro com base numa pesquisa documental, afetiva e poética, que coloca o texto canónico de William Shakespeare nos dias de hoje
e o olha a partir daqui, naquela que é também uma reflexão sobre a linguagem usada para dizer e verbalizar tudo isto.

Direção artística: Victor Hugo Pontes
Texto: Joana Craveiro
Interpretação: António Júlio, Benedito José, Inês Azedo, Ivo Santos, José Ferreira, Luísa Guerra, Pedro Frias, Rui Pedro Silva, Santiago Mateus, Sofia Montenegro, Vera Santos
Assistente de direção: Daniela Cruz
Cenografia: F. Ribeiro
Direção técnica e Desenho de luz: Wilma Moutinho
Música original: Rui Lima e Sérgio Martins
Desenho de som e Operação de som: Leandro Leitão
Excertos da obra musical Romeu e Julieta, de Sergei Prokofiev
Figurinos: Cristina Cunha e Victor Hugo Pontes
Consultoria artística: Madalena Alfaia
Confeção de figurinos: Emília Pontes e Domingos Freitas Pereira
Construção de cenografia: Móveis Modernos Maia & Rocha
Direção de produção: Joana Ventura
Produção executiva: Mariana Lourenço
Apoio à residência: CRL – Central Elétrica, Ginasiano Escola de Dança, Instável – Centro Coreográfico, Teatro de Ferro

Coprodução Nome Próprio, Centro de Arte de Ovar, A Oficina/Centro Cultural Vila Flor, Teatro Aveirense, Teatro Nacional São João e São Luiz Teatro Municipal

A Nome Próprio é uma estrutura residente no Teatro Campo Alegre, no âmbito do programa Teatro em Campo Aberto e tem o apoio da República Portuguesa – Cultura/Direção-Geral das Artes.

A tradução dos trechos de Romeu e Julieta usados neste espetáculo é de Fernando Villas-Boas (edição Oficina do Livro, 2007).

São Luiz Teatro Municipal

Requer marcação prévia
Nível de Ensino
3.º Ciclo, Secundário
Duração
1h30
Data
2 de março, quinta, às 14h30
Preço
€5 por aluno. Gratuito para acompanhantes de grupos escolares
Local
Sala Luis Miguel Cintra
Outras Informações
Classificação etária: M/12